Lapidação e joalheria despertam interesse de diferentes profissionais

Ver uma pedra bruta se transformar em uma joia com traços requintados é a experiência vivida pelos alunos dos cursos de qualificação profissional em Lapidação e Joalheria, ofertados pelo ITEGO Governador Onofre Quinan, no Cotec de Gemologia, no Distrito Agroindustrial de Anápolis.

 

 

 

 

 

“É uma maravilha ver a transformação de uma pedra em joia. Nesse curso comparo a lapidação com a própria vida. Quantas vezes falamos que algo não tem jeito e quando tentamos conseguimos transformar as coisas para melhor”, analisa a aluna Vera Sales, de 51 anos, administradora, que procurou o curso de Lapidação como curiosidade e agora tem interesse em trabalhar na área. “Foi uma excelente oportunidade e pretendo fazer os cursos de Joalheria e Artesanato Mineral e adquirir mais conhecimento”, destaca.

 

Renato Silveira Mito, de 33 anos, é advogado e corretor de pedras preciosas. Ele diz que o curso proporciona conhecimentos como saber se a gema tem qualidade, se foi bem lapidada. “Esse conhecimento, aliado aos outros cursos que pretendo fazer, agrega valor à minha profissão”, salienta.

 

Para o professor Pedro Pereira da Costa, o curso é uma boa oportunidade profissional para os alunos. Pedro sugere que eles podem trabalhar por conta própria e ter uma boa renda. “Goiás é rico em pedras, como cristal, por exemplo, que é produzido em vários municípios, e há espaço no mercado para quem quer atuar na área de lapidação”, explica.

 

O curso teve início no último dia 1º de agosto, com carga horária total de 360 horas, e deve ser concluído em dezembro deste ano. Os 10 alunos estão na parte prática, que compreende desde o corte das pedras para a retirada das imperfeições até a lapidação final, com definição dos formatos desejados.

 

 

Joalheria

A designer de moda Ana Paula Santos Ferreira, 33 anos, vem de Goiânia todos os dias para fazer o curso de Joalheria no Cotec de Gemologia. De acordo com ela, o curso tem tudo a ver com sua profissão e busca, com isso, aprimorar os conhecimentos e agregar valor à profissão de designer, onde atua como personal stylist prestando serviços a pessoas com orientações sobre como se vestir, usar acessórios e se apresentar na sociedade, de acordo com seu estilo pessoal, e em cada ocasião.

 

Orientados pelo professor Geraldo Evaristo, os oito alunos aprendem como fazer correntes, brincos, pingentes, colares, anéis e braceletes. O curso tem duração de 360 horas e, dessas, 320 são para a prática. Para fazer as peças, explica o professor, os alunos utilizam cobre, prata e vareta de latão para solda. “O curso é gratuito, damos toda a estrutura, com professor e equipamentos, mas eles precisam trazer lixa, broca, serra e a prata utilizadas na confecção das peças” explica.

 

O professor diz que no curso o aluno passa por todas as etapas, desde a solda em correntes até a criação de peças mais sofisticadas como brincos, anéis e colares. “Como é um trabalho artesanal, a pessoa tem que gostar para que possa fazer o curso com êxito”.

(Dirceu Pinheiro)

 

Publicado em 21/08/2017

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