Aula de campo analisa qualidade do meio ambiente no Parque Ipiranga

Da teoria à prática. Assim foi a aula de campo que os alunos do Curso Técnico em Meio Ambiente do ITEGO Governador Onofre Quinan participaram em abril, no Parque Ipiranga, um dos cartões postais de Anápolis, no Bairro Jundiaí. Os estudantes foram acompanhados pela professora Vanilda Luzia da Silva, dentro do componente curricular Tratamento e Controle de Efluentes.

 

 

 

 

A aula serviu para que os alunos pudessem observar alguns bioindicadores naturais, como plantas e animais. A família Gerridae, foi uma das espécies observadas. Ela utiliza tensão superficial para se locomover e ser indicadora da qualidade da água, pois apenas fica em circulação onde o líquido aparenta estar mais favorável e sem a presença de espuma ou qualquer outro tipo de poluição sedimentável ou superficial.

 

Os peixes, presentes nos lagos, também representam uma importante ferramenta para monitoramento ambiental, pois quando expostos a mudanças nas condições do meio ambiente fornecem sinais rápidos sobre os problemas, mesmo antes de o homem perceber sua ocorrência e amplitude; permitem que se identifiquem as causas e efeitos entre os agentes estressores e as respostas biológicas; oferecem um panorama da resposta integrada dos organismos e modificações ambientais; e permitem avaliar a efetividade de ações mitigadoras tomadas para contornar os problemas criados pelo homem. Os alunos detectaram que nos lagos do Parque existem tambaqui, cascudo, tilápia e as algas taboa, alface d’água e junco.

 

Não foi constatada, na aula, se há a presença de algum tratamento da água, seja por adsorção ou oxidação. Segundo os alunos, a única fonte de oxigenação é realizada a partir de um chafariz que jorra água e gera oxigênio, mantendo a vitalidade no ecossistema ali presente. Eles observaram ainda que os bioindicadores fornecem sinais rápidos da alteração da qualidade ambiental, sendo que algumas espécies absorvem tipos de poluição como a taboa, que faz depuração de metais pesados e outras substâncias nocivas. O junco tem a mesma função da taboa.

 

Os estudantes também notaram que nas margens há um lago que tem água oriunda da parte menos poluída do Parque, onde concentra uma grande variedade de espécies vegetais e animais.  De acordo com eles, ao redor das lagoas não existe formação de vida, pelo excesso de poluição, e a formação vegetal não é desenvolvida, apenas onde a condição da qualidade da água é considerada não poluída.

 

Após a observação e aula de campo no Parque Ipiranga, os estudantes constataram que a formação vegetal e animal se adapta à realidade presente no local, onde a água, mesmo tendo poluição, consegue abrigar uma certa variedade de espécies. 

(Dirceu Pinheiro)

 

 

Publicado em 08/05/2017

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